21/01/2010

Pirataria 2.0

Você não paga pelo produto original, mas vai pagar pelo download ilegal. É a lei do mercado aplicada à risca pela indústria e pelos piratas.

Webinsider – 03.dez.2009 (link)

Passados dez anos do emblemático caso Napster vs Metallica, a indústria de entretenimento mirou onde viu e acertou onde não viu.

Pirataria 2.0 é quando você não se importa mais em pagar para ter acesso privilegiado (e ilegal) a todo tipo de conteúdo: filmes, música, pornografia, seriados, desenho animado, livros.

Conteúdo que até agora você sempre teve de graça. E em apenas uma fração de minuto pela conexão banda larga.


É extensa a lista dos sites que foram fechados e das tecnologias que desapareceram nesse intervalo de tempo. O golpe de misericórdia veio agora, final de 2009.

Após uma longa jornada de batalhas judiciais, conseguiram fechar ou intimidar sites outrora considerados imunes à perseguição. Caso do Demonoid, Mininova e The Pirate Bay, por exemplo.

Sobrou pouco. Alternativas menores e menos populares continuam disponíveis enquanto brigam judicialmente, fazendo com que advogados repensem uma série de princípios das relações comerciais e diplomáticas entre países.

Quem acompanha de perto o cenário tem até medo de ser processado ou perseguido por baixar arquivos da internet. Os precedentes são numerosos e a paranóia da indústria parece não ter limites.

Hoje temos provedores abrindo a conta de usuários “sob suspeição”. Temos operadoras sendo coagidas a capear a velocidade de conexão quando detectam o uso de protocolos para compartilhamento descentralizado, como torrent ou peer-to-peer (P2P).

Ocorre que nem sempre há coerção. Porque não há sequer uma mínima regulação sobre o assunto. Aqui no Brasil a gente sabe como, quando, onde e quem faz isso. Operadoras chegam a capear, limitar ou bloquear até mesmo conexões VoIP para você desistir de fazer ligações interurbanas (DDD) usando o Skype.

E não fazem a menor questão de especificar esse “recurso” em contrato. Aquele mesmo contrato que você assina sem ler. É todo o respaldo jurídico de que precisam. Sem um marco regulatório claro, não estão exatamente cometendo uma ilegalidade.


Aqui o jogo começa a esquentar. Há exatos dez anos se fala em neutralidade de rede (net neutrality) e o conceito nunca deixou de ser exatamente isto: um conceito.

São centenas de teses de doutorado, estudos técnicos e extensos relatórios sobre a neutralidade de rede. Pode fazer o download desses documentos, não é pirataria.

Na prática, neutralidade de rede nunca saiu do papel. É uma regulação que só interessa ao consumidor, não interessa a nenhuma indústria.

Com tanta dedicação a coibir o uso de redes compartilhadas, a indústria não levou em conta que a falta de marcos regulatórios vale para todos.

E criou um monstro sem querer.

A pirataria depois de amanhã

É óbvio que a pirataria organizada (em alusão proposital ao crime organizado) iria achar solução. Sempre achou. E não tem nada de Sun Tzu.

Você vai pagar, mas não será para as detentoras das marcas ou dos direitos autorais. Não vai pagar pelo produto legalizado. Você vai pagar para fazer o download do conteúdo pirateado mesmo, por meio de redes particulares ou hubs criptografados que vão indexar e hospedar todo esse material. Como se fosse o cofre de uma conta bancária na Suíça ou o papel moeda das Ilhas Cayman.

Pirataria 2.0 já começou. E estão usando as mesmas armas da indústria.

A função do camelô da 25 de março em São Paulo ou do atravessador da Feira dos Importados em Brasília continuará a mesma. Só que além de vender jogos piratas do Playstation e o novo Windows, você também vai comprar uma senha para ter acesso a uma rede privada, anônima, criptografada. Uma rede própria da “loja” ou de um pool de piratas organizados.

Ele pode lhe vender um pendrive com o acesso que você precisa. Ou simplesmente escrever num papelzinho o endereço HTTPS e lhe vender só a senha. Até a sua bisavó vai saber digitar no Firefox. Mais fácil, impossível.

Neste exato momento, há um custo de manutenção sendo pago por um número mínimo de pessoas ao redor do mundo. Essas redes trabalham com criptografia, com transferências seguras via SSL por FTP e até mesmo usando pontos de presença móveis.

Várias delas usam os mesmos protocolos e certificações usados pelos sites de comércio eletrônico para garantir a privacidade e segurança do seu cartão de crédito.

A idéia nem é nova, está presente no submundo da internet há bastante tempo. Só nunca teve aceitação popular, nunca se popularizou como está sendo agora. Via de regra porque todo esse mundo de conteúdo ilegal ainda pode ser encontrado de graça, sem pagar nada.

Mas esses dias estão contados.

Até pouco tempo atrás, pensar em pagar por uma espécie de Napster privativo parecia loucura. Todos que tentaram (inclusive o próprio Napster) falharam.

Acontece que todos tentaram com conteúdo específico (nicho) e material legalizado (direitos autorais), um verdadeiro entrave se consideramos todas as amarras comerciais e jurídicas do processo. É o exato oposto das redes de compartilhamento que conhecemos até hoje e por onde transitam os terabytes de conteúdo ilegal a cada minuto.

Esse período de agora vai ficar marcado como o fim de uma rede de sistemas e protocolos baseada no compartilhamento de arquivos ilegais.

De agora em diante, quem antes compartilhava vai oferecer os mesmos arquivos ilegais, pela internet, do mesmo jeito. Só que por um preço. E muita gente já quer e vai querer pagar, pela facilidade e comodidade.

O embrião da Pirataria 2.0 está com grupos profissionais de piratas e contas pagas em serviços como o Rapidshare, um dos redutos o qual a indústria ainda não conseguiu – e nem vai conseguir – interromper. Sabe por quê?

Porque aqui não é a lei da selva que predomina, onde apenas o mais forte sobrevive. A indústria sempre foi e sempre será um grão de areia frente às possibilidades das redes telemáticas.

Trata-se simplesmente da boa e velha lei de mercado. Onde houver demanda, haverá oferta. Nunca deixou de ser assim. Se fechar uma porta aqui, ali na frente abrem duas.

Sites como Rapidshare ainda precisam de indexadores, no sentido de você saber o link exato ou onde encontrá-los. Ainda precisam de atravessadores, digamos assim.

Além de voltar a usar HTTP em redes privadas, a Pirataria 2.0 começa a adotar protocolos que perderam popularidade com o passar do tempo, como o FTP e a Usenet. Estão voltando a abolir a necessidade de indexadores. Só quem vai saber é quem for sócio.

É assim que funciona quase todas as redes de pedofilia, detalhadas ao extremo em relatórios produzidos pelas polícias internacionais e pelas instâncias jurídicas de todos os países.

Todo mundo sabe como funciona, mas ninguém consegue fechá-las. Por que? Pergunte a qualquer juíz se existe luz no fim do túnel.

As redes privadas e criptografadas da pirataria 2.0 vão funcionar quase como uma aldeia indígena no Brasil. Mesmo que haja suspeita de atos ilícitos lá dentro, ninguém entra sem uma autorização expressa da Funai.

Acontece que no ciberespaço não existe Funai. Os diversos órgãos regulatórios funcionam de direito, não funcionam de fato. Porque nunca foi interesse do mercado, não é interessante criar marcos regulatórios para o mercado.

Exceção à regra são alguns poucos países da União Européia, onde a cultura regulatória socialmente direcionada está mais presente. Não à toa, são os mesmos países criticados e combatidos pelas maiores corporações. Pensou na briga judicial Microsoft vs UE? Pois é. E ela é apenas uma.

Olhe para as agências reguladoras no Brasil (Anatel, Aneel e outras quitandas) e tire sua própria conclusão. Não ache que em outros países é muito diferente. A maioria dos órgãos com competências similares são meros mostruários de boas intenções sem a menor aplicabilidade.

Ou será à toa que o Brasil é o país com as tarifas de telecomunicações mais caras do mundo?

Sobre a pirataria de hoje

Se a boa intenção é conter a pirataria de software e conteúdo ilegal, é preciso deixar bem claro: só existem dois fatos concretos, o resto é opinião e ideologia:

1) Pirataria (ainda) é crime e sites indexadores de torrent são, sim, uma fonte irrestrita de pirataria. É pueril adotar o argumento de que esses sites não hospedam os arquivos, mas apenas apontam o caminho de onde estão; logo, não poderiam ser incriminados.

2) Partindo da premissa 1, se indicar o caminho para conteúdo ilegal vai passar a ser configurado juridicamente como oferta de conteúdo ilegal, então é preciso fechar toda a internet. A começar pelo Google.

Pelo Google eu encontro qualquer torrent. Pelo Google e por qualquer outro mecanismo de busca, eu encontro redes públicas e privadas de pedofilia, remédios falsificados para comprar, contato de grupos de extermínio ou posso simplesmente achar linhas de código que me permitam descobrir senhas de terceiros.

Vamos fechar o Google? Vamos exigir uma autorização especial para usar internet, tipo uma licença de uso ou carteira de motorista?

Enquanto não houver regulações claras sobre a atuação das corporações e fiscalizações peremptórias por parte dos órgãos regulatórios, a lei do mercado sempre vai prevalecer.

E isso não é necessariamente ruim. É quando entra a ideologia de cada um. A lei de mercado sempre foi o desejo da indústria, para defender “os interesses dos artistas” (copyright) e “combater o tráfico de drogas” (o discurso atual). Sem esse desejo incontrolável e tão perseguido, não teríamos a Pirataria 2.0 que surge no horizonte.

Porque agora os interesses são mútuos.

26/11/2009

Sonho de Consumo


Ah, eu com um cartão desses na mão!

Já fiz até uma lista de compras:
  • 50 cuecas em cores sortidas

  • 75 camisinhas sabor tutifruti

  • 5 cargas de rapadura

  • 35 tapiocas

  • 20 tapiocas com côco

  • 100 Kg de jabá

  • 1 carrada de farinha

  • 1 Fusca 64 motor 1200

  • 5 galões de cachaça da Serra Grande

  • 1 Deputado

  • 10 barras de sabão

  • 1 par de sandália de rabicho

  • 1 casal de jegue

  • 1 ratoeira

Chupado do Blog do Falcão

15/11/2009

A TEORIA DA CEGONHA (REVISADA)

Esse é o problema quando você tem filho... De tempos em tempos recebo uma série de e-mails e piadinhas falando de relacionamento pais e filhos. A maioria deles metidos a engraçadinhos.

Esse foi o último que recebi, com uma atualização da história de como nascem os bebês.

Então, se você tem filho pequeno, assim como eu, esteja preparado para o dia que les perguntarem como nasceram!

- Pai, como é que eu nasci?

- Muito bem, tínhamos de ter essa conversa um dia... O que aconteceu foi o seguinte: eu e sua mãe nos conhecemos e nos encontramos num CHAT desses da WEB, que existem para conversar. O papai marcou um INTERFACE com a mamãe num CYBERCAFE e acabamos PLUGADOS no banheiro dele. A seguir, a mamãe fez uns DOWNLOADS no JOYSTICK do papai e, quando estava tudo pronto para a TRANSFERÊNCIA DE ARQUIVO, descobrimos que não havia qualquer tipo de FIREWALL conosco Como era tarde demais para dar o ESC, papai acabou fazendo o UPLOAD de qualquer jeito com a mamãe e, nove meses depois... Apareceu você: o VÍRUS!'

18/08/2009

Veja 40 produtos, hábitos e serviços que estão morrendo ou já morreram

JR Raphael, PC World/EUA
14-08-2009



São itens que fazem parte da vida diária das pessoas e que, aos poucos, são substituídos por outros. Que também vão perecer.

Quando estiver lendo essa matéria, a internet poderá estar obsoleta. Ok, talvez seja exagero, mas nunca se sabe. Com a veloz evolução da tecnologia, ninguém consegue prever com certeza o que poderá ocorrer em seguida. Porém, o ciclo da vida tecnológica continua: enquanto um novo produto high-tech é lançado, algum outro produto vai sendo eliminado - é a lei da selva.

Algumas vezes a perda é uma boa coisa – afinal, quem ainda gosta de imagens na TV com ruídos? – mas antigamente a despedida trazia sentimentos ruins. Para isso fizemos uma lista com 40 itens, sentre serviços e produtos, que estão rapidamente se aproximando da extinção. Alguns inclusive já nem existem mais.

1. Jogar videogame em um Fliperama

Uma das atividades favoritas dos geeks espalhados pelo mundo era jogar fliperama, que começou a decair em meados da década de 1990.

Algumas máquinas de fliperama sobreviveram, mas as antigas competições e a intensa busca por esses jogos já não existem mais.

E é fácil entender o porquê: o avanço dos sistemas de jogos permitiu que você vivesse a mesma ação do fliperama em casa.

2. Capacidade do disco rígido
Com drives com espaço de armazenamento atingindo os terabytes, ter um dispositivo desse que excede suas necessidades não é tão absurdo de se ver hoje em dia. Mas lembram quando um drive de 80MB era um dispositivo de luxo e o drive de 1GB era extremamente espaçoso?

3. Ouvir o sinal de ocupado
Graças aos avanços na tecnologia de correio de voz e chamadas em espera, raramente você escuta esse irritante som.

4. Ir a encontros ‘às escuras’
Serviços como Google, sites de encontros e redes sociais tornaram mais fácil conhecer virtualmente uma pessoa antes de decidir encontrá-la na vida real. Muitos, inclusive, se relacionam melhor no mundo virtual.

5. Ter 18 anos para acessar conteúdo impróprio
Pode parecer insano, mas antigamente um jovem precisava ter 18 anos para colocar as mãos em materiais de cunho sexual – era isso ou então ter algum irmão mais velho que ajudasse. Ou um amigo com um irmão mais velho. Ou até mesmo um pai que guardasse não muito bem sua coleção de revistas. Hoje em dia basta apenas ter acesso a internet e pronto, qualquer um pode ver e assistir o que quiser. Não que isso seja uma coisa boa, é bom que se diga.

6. Bate-papo com o SysOp

O SysOp – acrônimo em inglês para operador do sistema – uma figura de poder que começou na década de 1970 e continuou até meados da década de 1990.

Como criador e influente do sistema de computação BBS (do inglês Bulletin Board System), o SysOp formou uma geração de usuários que iniciou a era eletrônica de sistemas de comunicação pré-internet. Era possível conversar com visitantes, manter o sistema rodando corretamente e ocasionalmente desconectar alguém que está conectado há certo tempo, ou fazendo algo que não deveria.

7. Pagar por chamadas de longa distância
Antigamente as tarifas por minuto para chamadas de longa distância eram extremamente abusivas. Hoje, a telefonia fixa está bem mais barata (local e de longa distância) e ainda existe a opão do telefone celular, com a cobertura nacional das operadoras e, claro, as chamadas de voz pelo computador, pelo qual não se paga nada.

8. Recepção de sinal de TV com ruídos
O sinal da TV digital no Brasil ainda não chega a todos os lugares. Mas para aqueles já contemplados pela cobertura e que possuem um decodificador (set-top-box), a qualidade da imagem captada não deixa saudade alguma do tempo em que se colocava esponja de aço na antena interna para melhor o sinal da TV.

9. O som de uma conexão moderna
Quem nunca precisou abafar o som que os modem de 56 kbps faziam para se conectar com o provedor sem que alguém soubesse? Ou simplesmente se irritava com a barulhenta conexão? Ainda bem que esses são tempos idos, pelo menos para muitos usuários que não usam mais linha discada.

10. Fotografar com Polaroids
A Polaroid planeja encerrar as vendas de seus filmes instantâneos até o final deste ano. Essa será um perda dolorosa, sem dúvidas. Era divertido ver a imagem surgir em frente aos seus olhos. E desaparecer com o passar dos anos, para desespero de todo mundo já que não havia negativo para imprimir novamente.

11. Aguardar para revelar as fotos
Embora as câmeras analógicas ainda não tenham desaparecido, as vantagens das imagens digitais – entre tantas, a possibilidade de ver na hora a foto feita e até descartá-la se não gostar, sem custo extra – certamente fizeram com que diminuísse o interesse pelas câmeras tradicionais.

12. Datilografar em máquina de escrever
A palavra datilografar por si só já perdeu espaço para a digitação. Embora os saudosistas lembrem com certa felicidade do som das teclas das máquinas de escrever, hoje em dia alguns jovens nem sabem o que foi essa máquina. Mas algumas ainda estão em atividade em departamentos do governo que se recusam a evoluir tecnologicamente (delegacias, cartórios, só para citar alguns).

13. Remover papel de impressoras matriciais

Nascida em 1970, as impressoras matriciais entregaram impressões de baixa qualidade por quase duas décadas, até que a tecnologia a jato de tinta oferecesse uma alternativa visual melhor.

Essas impressoras matriciais serão sempre lembradas por serem barulhentas, por ‘engolirem’ os papéis e por serem lentas. Além, claro, da necessidade de alinhar corretamente o papel e depois ter que destacar as tiras nas laterais do mesmo.

14. Conhecer todos os canais da TV
Você tem 55 canais e nada de interessante? E que tal então 557 canais (e ainda sem nada interessante para ver)? Melhor então continuar com apenas a TV aberta e seus canais já mais que decorados. E não de pagar por eles.

15. Verificar a secretária eletrônica
Ainda é um dispositivo que alguns usam, mas somente quando a mesma já acompanha o telefone. Ou então usam a caixa postal da operadora de telefonia fixa ou móvel, que pode ser verificada de qualquer lugar, sem precisa chegar em casa para saber quem ligou. Mas um equipamento dedicado só para isso...

16. Ter privacidade
A constante monitoração do Google, as muitas formas de rastrear alguém via GPS e as redes sociais já estão mais do que presente em nossas vidas. E a privacidade tornou-se uma commodity rara e preciosa dentro do mundo 2.0.

17. Mixar uma fita cassete para presentear alguém

Sites como o Muxtape.com e o Songza podem atender essa demanda, mas a arte de elaborar uma fita cassete personalizada parece que não existe mais faz tempo.

É uma pena, pois nunca deixou de ser um presente criativo.

18. Usar relógico com calculadora
Considerado o relógio dos nerds, muitos queriam ter um para usar nas provas da escola. Sem dúvida um acessório interessante e bastante nostálgico.

19. Anúncios (quase semprede cunho sexual) em jornais e orelhões
Esses números podem ainda existir, mas o sexo virtual e os serviços (como mensagens, imagens e vídeos) para celular tomaram seu lugar no mundo 2.0.

20. Usar telefone público
Em um país onde existem 160 milhões de celulares em circulação, é de se compreender que pouca gente ainda use o famigerado orelhão. Ele ainda é útil, mas cada vez mais perde espaço.

21. Discar em um telefone com disco giratório
A facilidade de discar em um teclado com botões fez os telefones com disco (daí o verbo 'discar') giratório desaparecerem, embora ainda possam ser encontrados como artigo raro ou até mesmo como um produto novo, nessa onda de lançamentos retrô. Ou usados como plug-ins em alguns celulares.

22. Armazenar dados em disquete

Um disco com capacidade de 1.44MB? Hoje em dia poderia ser piada, mas os disquetes foram durante muito tempo a melhor opção de armazenagem.

Atualmente pouquíssimos PCs estão saindo de fábrica com drive para disquete, como resultado a era do prompt A:\ está quase no fim.

23. Iniciar via comando C:\ Prompt
As primeiras gerações dos computadores iniciavam através de comandos digitados no DOS. Quem lembra, até sente falta. Quem tinha o Windows 3.1 (bem mais tarde), deveria digitar "win" e teclar enter...

24. Escrever em um antigo editor de texto
Escrever em uma tela azul com letras brancas não deve soar interessante para ninguém, ainda mais depois que já nos acostumamos com o mundo do Microsoft Office. Esse era o mundo do Wordstar.

25. Ter um telefone móvel anexado ao carro
Um hábito muito comum nos Estados Unidos (e entre a elite no Brasil) era ter um telefone móvel (na época os celulares ainda eram grandes e pesados) dentro do carro. Hoje em dia, o que se vê são cada vez mais pessoas dirigindo com fone de ouvido que se conecta ao celular via Bluetooth. Muito mais prático, não? Prático, mas proibido por lei.

26. Assistir a filmes no videocassete
Quem nunca teve que brigar com o videocassete para ajustar o famigerado tracking para obter uma imagem melhor da fita VHS? Há quem ainda resista a esse antigo formato, mas é fato que muito em breve todos já terão digitalizado o conteúdo das fitas VHS para o DVD. Ou Blu-ray.

27. Acender um isqueiro durante um show

Luzes baixas, estádio lotado e sua banda favorita tocando aquela música balada. Sua reação? Ascender um isqueiro e acompanhar a multidão na cantoria.

Mas agora a ‘moda’ é usar o celular para iluminar. Ou então um aplicativo para celular que imita um isqueiro. Pode ser mais seguro, mas não traz a mesma emoção.

28. Assistir a um filme em LD (Laser Disc)
A prova de que quase ninguém assistia a filmes em laser discs é que hoje existem 5282 entradas de posts no eBay de pessoas tentando vender seus LDs. Fato é que esta tecnologia está completamente obsoleta.

29. Seguir a gramática e a pontuação
As redes sociais e os mensageiros instantâneos modificaram a forma como escrevemos. Mesmo e-mails estão sofrendo desse mal, das abreviações e criações de novas gírias. O Professor Pasquale deve estar chorando a uma altura dessas, naum eh miguxu? \o/

30. Carros novos com acendedor de cigarro
Acendedores de cigarros embutidos no carro estão perdendo espaço entre os fabricantes de automóveis. Na verdade, a maioria dos carros novos está saindo de fábrica sem o acessório (acendedor propriamente dito), dedicando o espaço para os carregadores de celular.

31. Trocar uma lâmpada incandescente
Cada vez mais e mais nações estão se despedindo das tradicionais lâmpadas incandescentes (para quem não sabe o que é, pense na imagem que representa uma ideia...) e encorajando seus cidadãos a usar fontes de luz mais ecologicamente corretas, como as lâmpadas fluorescentes que chegam a durar até 10 vezes mais.

32. Usar um monitor de tubo
O mesmo acontece com os televisores. Quem ainda não tem um monitor de plasma ou LCD, provavelmente está desesperado para comprar um. Os modelos de tubo não farão falta quando sumirem de vez.

33. Escutar música em um walkman
A maior dificuldade era encontrar aquela música favorita entre tantas, apenas rebobinando e avançando a fita. Você pode tentar rebobinar a fita cassete, mas o tempo de vida delas está cada vez mais com os dias contados. E para economizar a pilha, rebobinava a fita usando uma caneta.

34. Visitar uma loja de música para comprar CDs
Lojas de música estão cada vez mais difíceis de encontrar. Esperamos que as que estão por aí aguentem firme. Perdê-las poderá deixar um vazio cultural enorme e que o iTunes não está preparado para preencher.

35. Receber um CD da AOL ou de outros provedores na correspondência

Já parou para pensar em quantos CDs já recebeu em sua casa oferecendo pro vedores de acesso? E você não está sozinho.

Mas essa pergunta parece não ter resposta, visto que a ação de marketing, especialmente da AOL, parecia não ter fim.

O problema foi encontrar solução para livrar-se daquele ‘lixo’ todo. (Dica: você pode criar uma cortina de CDs ou até mesmo fazer de porta-copo.)

36. Procurar um telefone na agenda de papel
Ainda é possível encontrá-las, mas definitivamente elas já tiveram seus dias de glória. A influência da web, de serviços de busca de telefone pelas operadoras de telefonia fixa e serviços online das operadoras de celular para armazenar os contatos do chip GSM, facilitaram ainda mais a vida do usuário. Além disso, é ecologicamente correto não usar mais agenda de papel.

37. Usar papel carbono para fazer cópias
Muitos daqueles que já passaram dos 40 anos de idade devem ter usado o papelo carbono para fazer cópias de trabalhos escolares, como mapas, por exemplo. O uso deste processo atualmente está restrito a quem emite notas fiscais manualmente, já que os impressores fiscais utilizam papeis NCR (no carbon required).

38. Enviar documentos por Fax
Por que fax, se você pode enviar como anexo? Especialmente agora que a maioria dos documentos é criado em computador, o facsimile muito em breve será abandonado pelas empresas (as únicas que ainda apoiam seu uso), usado para envio de comprovantes ou documentos feitos a mão.

39. Volume alto no seu micro-system

Seu iPod pode parecer legal, mas você consegue carregá-lo sobre os ombros e escutar música bem alto? O micro-system portátil teve seu auge na década de 1980, juntamente com cabelos compridos, jeans de cor lavada e coreografias de dança no mínimo estranhas.

E embora ainda existam versões mais atuais desses aparelhos, dificilmente você irá encontrar quem carregue um desse de um lado para o outro para ouvir música.

40. Dar atenção total a alguém durante uma conversa
Ah, conversar sem mensagens de textos simultâneas, recados no Orkut ou tweets é algo tão 2008.

13/08/2009

Morre Les Paul aos 94 anos



LOS ANGELES (Reuters) - O lendário guitarrista e inventor Les Paul, precursor das guitarras elétricas que levam seu nome, morreu na quinta-feira num hospital de Nova York, vítima de pneumonia, aos 94 anos.



Ainda há poucos meses esse ícone do rock se apresentava regularmente numa boate de Nova York, mas ultimamente "entrava e saía do hospital", segundo seu advogado Michael Braunstein. "Ele foi uma pessoa histórica. Certamente deixou sua marca aqui na Terra e tinha muitíssimos amigos."


Paul e sua esposa, Mary Ford, emplacaram vários hits nas décadas de 1940 e 50, como "Mockin' Bird Hill" e "How High the Moon", que já apresentava algumas inovações fonográficas de Paul, como as faixas em múltiplas camadas.


Em 1941, Paul criou uma das primeiras guitarras elétricas de corpo sólido, mas levou quase dez anos para aperfeiçoá-la, como funcionário da Gibson Guitar Corp.. Lançada em 1952, a Les Paul Goldtop se tornou uma sensação instantânea e ainda influencia a música, especialmente o rock.


Nos anos seguintes, a Gibson lançou, também de Paul, a Black Beauty, a Les Paul Custom, a Les Paul Junior e, em 1958, a Les Paul Standard, com seu captador "humbucker" e o design "sunburst", que continuam iguais há quase 50 anos.


O guitarrista norte-americano Joe Satriani disse que Paul foi "o 'guitar hero' original, e a mais gentil das almas". Slash, ex-Guns N'Roses, afirmou que Paul era seu amigo e mentor, "um dos seres humanos mais estelares que já conheci".


TRAJETÓRIA


Nascido Lester William Polsfuss, em Waukesha, Wisconsin, Paul começou a tocar em bares e "music-halls" a partir dos 13 anos. Deixou a escola aos 17, para tocar numa banda de Saint Louis, Missouri.


No final da década de 1930, formou seu primeiro trio, se mudou para Nova York e virou astro nacional do rádio.


No começo dos anos 40, começou a se aventurar na eletrônica e na amplificação, porque não gostava do timbre e da reverberação dos violões com corpo oco.


"O que eu queria era amplificar a vibração pura da corda, sem a ressonância da madeira se envolvendo no som", disse Paul certa vez, segundo nota divulgada pela Gibson. Ele também foi responsável por mudanças nas técnicas de gravação.


Em suas experiências, levou um choque que quase o matou. Em 1948, um acidente de carro esmagou parte do seu braço direito, mas ele pediu aos médicos que fizessem o gesso numa posição que lhe permitisse continuar tocando.


Com a popularização do rock, no final da década de 1950, a carreira fonográfica dele e de Mary Ford começou a decair, e um programa de TV mantido por eles durante sete anos foi tirado do ar em 1960. O casal se divorciou em 1964.


Em 1977, ele e o guitarrista Chet Atkins lançaram um disco premiado com o Grammy, prêmio que ele voltaria a receber em 2005 por um álbum com convidados ilustres, como Buddy Guy, Eric Clapton e Keith Richards.


Paul é a única pessoa a ter sido incluída nos Halls da Fama do Grammy, do Rock, dos Inventores dos EUA e dos Artistas de TV dos EUA. Deixa quatro filhos, cinco netos e cinco bisnetos. O enterro será em Nova York.

07/04/2009

10 coisas que você precisa saber antes do show do Kiss


03.04.09 08:04 pm

Depois de um hiato de 10 anos, a renomada banda norte-americana volta a se apresentar em terras brasileiras. Dessa vez, o Kiss passa por São Paulo no dia 7 e, no Rio de Janeiro, em 8 de abril.

1. Que Gene Simmons é judeu, todo mundo está careca de saber. Mas nem todo mundo sabe que Eugene Klein (seu nome verdadeiro após se mudar para os EUA) nasceu em Haifa, Israel, em 1949, foi batizado Chaim Witzem, e se mudou para Nova York aos 8 anos com sua mãe, Florence Klein, e seu tio Larry Klein, os únicos membros de sua família que sobreviveram ao holocausto. Seu pai, Feri Witz, não os acompanhou na mudança.

2. Todo o perrengue que Gene passou na infância, com sua mãe trabalhando em dois empregos, despertou a ambição para se dar bem na vida.

3. Quando ainda tocava com as bandas Lynx, The Missing Links e The Long Island Sounds, na fase pré-Kiss, Gene fazia vários bicos como vender fanzines e troca de revistinhas usadas.

4. O nome de batismo de Paul Stanley era Stanley Eisen. Ele nasceu com microtia, uma má formação congênita da orelha, o que o encorajou na vida adulta a se tornar o embaixador da AboutFace, uma organização de caridade em prol das pessoas com defeitos faciais.

5. Mas os problemas médicos de Paul não param por aí. Ele sofre de uma degeneração dos quadris, tendo sofrido duas cirurgias de reparo, uma delas em outubro de 2004, após a "Rock Nation Tour", e a outra em dezembro de 2004, em decorrência de complicações da primeira. Ele ainda corre risco de ter que fazer uma terceira.

6. Peter Cris, apesar de não fazer mais parte do Kiss, é considerado pelos fãs o verdadeiro baterista da banda. Nascido George Peter John Criscuola, é o mais velho dos cinco filhos de Joseph e Loretta Criscuola. Quando jovem, era aficionado por jazz.

7. Ace Frehley também não se encontra mais entre os membros atuais do Kiss, mas também é considerado o verdadeiro guitarrista da banda. Descendente de holandeses e alemães, Ace era o caçula de três filhos de Carl Daniel Frehley e Esther Anna Hecht. Quando jovem, Ace fazia parte de uma gangue de rua de Nova York, chamada The Duckies, e começou a tocar guitarra aos 13 anos.

8. Erick Singer assumiu as baquetas no lugar de Peter Cris e já se apresentou ao lado de grandes nomes do rock como Alice Cooper. Nos últimos 20 anos ele tocou bateria em mais de 50 álbuns.
9. Tommy Thayer assumiu a guitarra solo do Kiss após Ace Frehley debandar. Foi descoberto pelo próprio Kiss ao fazer parte de uma banda tributo, chamada Cold Gin. Foi copiando que conseguiu fazer parte do original. Começou debaixo, como assistente de Gene Simmons, fazendo café e levando as roupas pra lavanderia, e acabou como guitarrista.
10. Existe um mito aqui no Brasil que afirma que o Kiss se inspirou nos Secos & Molhados para compor seu visual de maquiagens. Na verdade, isso foi uma lenda criada por Ney Matogrosso em uma entrevista, pois na época (1973) que o cantor brasileiro alega que o Kiss viu a foto dos Secos & Molhados publicada na revista norte-americana Billboard, o Kiss já experimentava com maquiagem desde 1972.

01/04/2009

Dez manchetes que gostaríamos que fossem verdades

Por Redação Yahoo! Brasil

Neste 1º de abril, o Yahoo! Brasil preparou uma brincadeira listando algumas mentiras que, se acontecessem na vida real, tornariam o mundo bem mais feliz e melhor de se morar. Dê uma olhada na lista e imagine, por alguns segundos, como seria lindo viver em um mundo ideal, caso as notícias abaixo fossem verdades.

1) Castelo de deputado é doado para o movimento dos sem-teto

Edmar Moreira (sem-partido-MG) ficou conhecido por ter construído um castelo no interior de Minas Gerais avaliado em R$ 25 milhões. O prédio de 36 suítes - das quais uma delas, com 110 m², ocupa três andares de uma torre - possui piscinas, lago, jardins, dois elevadores, adega para 8 mil garrafas e mármore em várias peças, inclusive nos banheiros e na sauna. O político é acusado ainda de não ter declarado o imóvel no Imposto de Renda. Agora o Superior Tribunal de Justiça ordenou que o castelo seja repartido entre famílias do movimento dos sem-teto. Estima-se que o castelo possa abrigar cerca de 200 pessoas.

2) Onda de consciência faz paulistanos trocarem carros por bicicletas

Mais uma campanha do governo e da iniciativa privada deu certo. A população da maior metrópole do país começou a deixar seus carros em casa e aderiu à bicicleta como principal meio de locomoção, saindo sobre duas rodas pelos mais de 200 quilômetros de ciclovias construídas em São Paulo. Já foram instalados também suportes para bikes nos ônibus e bicicletários em todas as estações de trem e metrô, além da redução de estacionamentos para carros em shoppings, bares e restaurantes. As vagas foram divididas e onde um carro parava, 3 bicicletas podem estacionar. Prova de que a ação está dando resultados foi a última sexta-feira, no horário de pico, que o congestionamento em São Paulo não passou de 20 quilômetros. Para apoiar essa ação, os fabricantes das magrelas reduziram os preços graças a incentivos fiscais. Além disso, os novos meios de locomoção adotados pelos moradores de São Paulo ganharão novos modelos. Sairão da fábrica com pisca alerta, seta, farol e até uma buzina mais potente. O governo promete mais: em menos de dois anos, as principais rodovias do Estado serão tomadas por ciclovias na proporção de uma pista de carros para quatro pistas de bicicletas. E as bikes não melhoram apenas o trânsito, mas a poluição também. Ao contrário dos carros, responsáveis por 40% da poluição nas grandes cidades, as bicicletas não poluem. Com isso, o índice de poluição emitido por automóveis deve cair até 30%. E para incentivar aqueles que não largam o seu automóvel de jeito nenhum, será cobrado uma taxa diária de 8 reais ou 240 reais mensais para quem insistir em andar de carro em algumas vias da capital.

3) Governo abre curso de qualificação para traficantes desempregados

Após o grande incêndio que arruinou mais de 80% das plantações de cocaína e maconha na América do Sul, idealizado e executado por uma frente latino-americana pró-imperialismo, o mercado brasileiro do tráfico de drogas não resistiu a estiagem de matéria-prima para o refinamento e distribuição de entorpecentes. Consequentemente, surgiram milhares de desempregados do tráfico. Por isso, o governo brasileiro, em conjunto com centrais sindicais, criou um programa nacional de qualificação profissional para os ex-traficantes e ex-assistentes também. Dentre os cursos mais procurados, estão os de Segurança (45%) e Jardinagem (20%). Como pré-requisito para participar, os interessados têm que entregar todas as suas armas, além de assinarem um termo em que se comprometem a trabalhar como voluntários nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

4) Palestina e Israel dão lugar à República Judaico-Islâmica de Jerusalém

Depois de anos de ações militares e atentados sangrentos, palestinos e israelenses finalmente dar um aperto de mão definitivo pela paz. Com a mediação da União Européia, dos Estados Unidos e brilhante atuação diplomática do Brasil, que finalmente conseguiu um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, foi fundada oficialmente a República Judaico-Islâmica de Jerusalém. O mais novo Estado do mundo será binacional, com representantes palestinos e israelenses nos três poderes. A capital será em Jerusalém e o país será administrado por dois primeiros-ministros, um palestino e um israelense. As línguas oficiais do país serão o árabe e o hebraico. Movimentos radicais de ambos os lados resolveram encerrar suas atividades em nome da coexistência pacífica. O Muro da Cisjordânia foi demolido e apenas um trecho foi mantido com grafites pela paz, em uma galeria a céu aberto, como aconteceu com o Muro de Berlim. Os antigos assentamentos israelenses agora estarão disponíveis para que os palestinos possam adquirir as casas. A Universidade da Tolerância será erguida na Faixa de Gaza, totalmente reconstruída. Milhares de palestinos e israelenses passaram a madrugada comemorando nas ruas das principais cidades da região.

5) Uso do gerundismo agora terá multa

Depois da nova regra ortográfica, a língua portuguesa também vai ganhar uma reforma linguística. Com a ajuda de estudiosos e da Academia Brasileira de Letras, o projeto que proíbe o uso incorreto do gerúndio foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 1º de abril. A partir de agora, qualquer atendente de telemarketing ou serviço ao cliente está proibido de aplicar o gerundismo durante a comunicação. Ninguém mais vai "poder estar verificando" seu pedido com a pena de ser multado. O cliente que tiver seus ouvidos lesados pelo mau uso da língua, deverá denunciar a empresa, que pode ser multada em até R$ 5 mil. Para não correr o risco, muitas empresas já têm contratado professores de português para ensinar os funcionários a trocar o "vou estar fazendo" pelo bom e velho "vou fazer" ou "farei".

6) Ricardo Teixeira anuncia saída e convoca eleições na CBF

O homem forte do futebol brasileiro enfim resolveu largar o osso: Ricardo Teixeira anuncia sua saída do comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e anuncia eleições na entidade para breve. "Penso que está na hora do futebol brasileiro se renovar e sair das mãos das mesmas três ou quatro pessoas. A Seleção Brasileira agora é assunto ", disse o presidente, em inacreditável mea-culpa. O momento de transição no comando da entidade envolve mudanças no regimento, que permitem um mandatário se reeleger apenas uma vez. O mesmo deve valer para todas as federações estaduais do país.

7) Internet sem fio grátis é implementada em todo o território nacional

Agora sim o Brasil já pode ser apontado como um país que está 'na crista da onda' da internet. O governo federal deu início hoje à maior e mais rápida rede sem fio (wireless) nacional gratuita do mundo, que cobre 98% do seu território. Boa parte da verba para custear o projeto veio do ISEL (Imposto Sobre Excesso de Lucro), implantado pelo governo federal no ano passado, que é pago pelas empresas privadas que ultrapassam a barreira dos 10% de lucro anual. Segundo previsão do Ministério da Tecnologia, o brasileiro deve ter à disposição uma velocidade média de transmissão de dados de 10 megabytes por segundo por ponto de conexão.

8) Estados Unidos e China cortam pela metade emissão de gases poluentes

No esforço mundial para diminuir as consequências do aquecimento global, China e Estados Unidos tomaram uma resolução histórica. O presidente Barack Obama e o líder chinês Hu Jintao decidiram, no que ficou conhecido como 'Acordos de Londres', cortar pela metade a emissão de gases poluentes. Os dois países irão diminuir drasticamente o uso de combustíveis fósseis em automóveis, aumentando a frota de carros com biocombustíveis. As indústrias da China e dos EUA serão taxadas para utilizar energia limpa em seus parques produtivos. Os empréstimos para empresas e produtores agrícolas dos dois países estarão vinculados aos certificados de créditos de carbono, ou seja, quem emitir menos gases poluentes terá maior linha de crédito. Em tempos de crise, uma solução ideal para diminuir a poluição e salvar a economia.

9) Lançado I Aberto Rio-São Paulo de natação urbana

A despoluição das águas brasileiras é o principal mote da realização do I Torneio Rio-São Paulo de Natação Urbana, evento inimaginável há alguns meses, visto a poluição até então existente nos rios e litorais brasileiros. As primeiras etapas da modalidade serão realizadas nos rios Tietê e Pinheiros, em São Paulo, e na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Estão confirmados participantes como Gustavo Borges, Fernando Scherer, Tiago Pereira e até mesmo Rubens Barrichello, que decidiu largar de vez a Fórmula 1 após a polêmica dos difusores para se arriscar na nova modalidade. O ex-piloto liderou os testes realizados na manhã desta quarta-feira, no Rio Tietê. Michael Phelps aceitou ser o presidente da organização do torneio e revelou estar empenhado para combater o uso de qualquer substância tóxica pelos atletas e pelos espectadores presentes nos eventos.

10) Deputados e senadores serão obrigados a trabalhar 5 dias por semana

Pressionados pelo movimento "Arregaça a Manga Brasil", um decreto de lei foi aprovado obrigando os membros dos 3 poderes a trabalharem como funcionários de empresas privadas. Haverá um crachá eletrônico que controlará entrada e saída de cada parlamentar, tanto no Congresso como no Senado e cada cidadão poderá conferir na internet como está a frequencia de cada um deles. Aquele deputado ou senador que tiver mais de quatro ausências no mês, sem justificativa, será automaticamente desligado e substituido por seu respectivo suplente.

Atenção: este artigo é puramente ficção, em homenagem ao dia de hoje, 1º de abril, em que comemoramos o Dia Mundial da Mentira. Os fatos descritos acima não aconteceram.

28/03/2009

Led Zepellin: ex-ministra dos EUA declara amor pela banda

Condoleezza Rice, ex-Secretária de Estado Americano, concedeu uma entrevista no último dia 24 de março ao programa "The Tonight Show", apresentado pelo irreverente Jay Leno, e disse que o Led Zeppelin é sua banda favorita e que os ouve enquanto se exercita: "Nessa hora eu posso realmente estar com o LED ZEPPELIN", declarou.


Não é assim que se escreve o nome da banda


Uma emissora de TV do Distrito Federal publicou uma matéria online quando da passagem do Iron Maiden por Brasília.


Entretanto, eles cometeram um pequeno errinho no nome conforme pode ser visto neste link (imagem reproduzida ao lado).


(Agradecimentos: Marco Machado)

10/03/2009

Viva dom Helder, o bispo das putas!

A beleza da exceção ou saudades de dom Helder
Por Anna Maria Ribeiro

Não consigo fugir da duplicidade do título. Atribuí um, depois outro, e percebi que o certo seria valer-me dos dois.

Nestes últimos dias em que vi excomungada uma equipe médica que cumpriu com seu dever e, com a Lei, me dei conta de que para a religião católica não existe a possibilidade de exceção.

Pouco sei sobre as outras religiões para generalizar a descoberta atribuindo a todas elas este estranho fenômeno. Fenômeno, sim. E dos maiores. Exceção existe em tudo e em todos. Mesmo no Dura Lex, Sede Lex as exceções ocorrem. Caso não ocorressem, desnecessários seriam os magistrados que a interpretam aplicando-a com bom senso e inteligência, adaptando-a às circunstâncias, cada situação que nela se enquadre.

Exceções existem de montão na natureza e no ser humano, ambos criados por Deus, segundo a Igreja. Não admiti-la é absurdo e desumano, como no caso da menina de nove anos estuprada pelo padrasto. Não discuto a posição oficial da Igreja contra o aborto. É lá uma Lei dela e deve ter sua razão de ser. Mas esta Lei não admite exceções? Nenhuma? Isto me parece burrice.

Mais do que isto parece uma incoerência. Por que o não matarás dos 10 Mandamentos (de onde, me parece, se origina a proibição do aborto) não é aplicado durante guerras que eliminam milhões de soldados e não participantes inocentes? Por que não são excomungados os que as promovem ou os que delas participam? É uma exceção ou não é?

O desumano pronunciamento do Arcebispo de Recife é um tanto sem pé nem cabeça, não é não?E ai vocês devem estar se perguntando: onde entra D. Helder nesta história?

Além da coincidência de ter sido, também ele, Arcebispo de Olinda e Recife, foi uma das pessoas mais humanas que conheci. Muito amigo de meu pai tive o privilégio de conversar com ele muitas vezes. Fui educada na religião católica, mas não me tornei uma. Não cabe aqui comentar por que deixei de sê-lo. Mas me encantava ouvir D. Helder falar.

A religião católica, a dele, era verdadeiramente a do perdão, a da compreensão, a da aceitação, a da compaixão, a da caridade, nas acepções mais bonitas que possam ter estas palavras. Humano ele era e porque tão humano tinha algo de divino.

Lembro-me da última vez que o visitei em Recife, como sempre o fazia quando lá ia a trabalho. O cafezinho, naquela casinha nos fundos da Igreja das Fronteiras, era de lei. Pouco tempo depois ele morreu e me fez falta. Faz muita falta a este País, como vejo agora.

Desta última vez que o vi contou-me uma história deliciosa que com ele havia ocorrido nos anos de chumbo. Lembro-me de que ri muito e só depois percebi que o riso fácil era uma conseqüência menor do ocorrido. A história é tão linda que nem sei! Não faz rir, não. Faz pensar o quanto havia de grande e humano naquele homem frágil, de voz tão mansa.

Mas vamos ao relato e vocês julgam: naquela época tão sofrida dos anos que se seguiram a 1969, D. Helder era uma figura preocupante.

Como enfrentá-lo?

Confinando-o à sua Arquidiocese a “gloriosa” tinha a maior dificuldade em fazê-lo calar-se. Os olhos do mundo estavam sobre ele e uma repressão maior que o confinamento teria conseqüências funestas para o Governo.

Havia um pavor de que qualquer agressão a ele dirigida pudesse ser atribuída à truculência da revolução. E esta delirava temendo que um atentado “terrorista” fosse engendrado para incriminá-la.Da mesma forma, os admiradores D. Helder temiam por alguma agressão desta mesma revolução. Isto fazia com que qualquer deslocamento do Arcebispo fosse acompanhado por carros das duas facções visando garantir e proteger sua integridade física.

Isto incomodava D. Helder que adorava andar a pé pelas ruas do Recife e gostava de fazê-lo com liberdade. Naquela mesma época o Prefeito de Recife resolveu, a bem da ordem e dos bons costumes, banir da cidade as prostitutas, transferindo-as para uma periferia longínqua.
Apavoradas com a possível redução da clientela que lhes garantia o sustento, foram procurar D. Helder para que intercedesse a seu favor. O que ele prontamente fez conseguindo que fosse sustada a medida convencido de que “esconder o sofá” não resolveria o problema social.

Pois bem, num de seus passeios a pé, D. Helder desesperado com a perseguição dos dois carros, deu uma de esperto. Enveredou-se por uma ruela à qual os carros não poderiam ter acesso. Só depois de andar alguns metros é que se deu conta de que estava em pleno baixo meretrício.

Prostitutas em portas, janelas e sacadas, quase nuas, ajoelhavam-se à sua passagem pedindo a benção que ele foi ministrando à direita e à esquerda, apertando o passo para dali sair o mais rápido possível antes que algum repórter surgindo do nada registrasse o inusitado episódio que faria a festa de jornais do mundo inteiro.

Já quase no fim da rua, de uma das sacadas veio o grito entusiasmado e comovido: Viva D. Helder, o bispo das Putas! E a rua explode em palmas e vivas. Sorrindo ele se foi. E sorrindo me contou a história.

Bonito, não?

É o que faria Cristo, acho, na mesma situação.

Mas certamente não é o que faria o atual Arcebispo.

Mas certamente isto se deve ao fato dele não conhecer o Filho de Deus tão intimamente quanto D. Helder conhecia.

E, porque não conhece não aprendeu que considerar que as exceções, e tratá-las como tal, é um ato humano, bonito, inteligente e, sobretudo, cristão.