11/01/2011

DUKE - SUPER NOTÍCIA

Só fuleiragem

 

duke2239

English Bulldog watching TV (Family Guy) sitting on a couch



O melhor amigo do HOMEM, por razões óbvias.

E SE NÃO FOSSE NOVELA?

 

Passione

 

MARCOS MAIRTON - QUIXADÁ-CE

Caro Papa,
 
Vossa Santidade bem sabe que evito tratar de assuntos jurídicos neste JBF. Também  não gosto de falar de novelas. Mas, o fato é que não resisti à tentação de tecer as seguintes considerações jurídicas sobre a novela das nove da Rede Globo. Tenho certeza que algum dos trinta mil leitores diários assiste ao folhetim e merece alguns esclarecimentos. Bem, vamos lá.
 
Quem assistiu ao capítulo ontem (10.01.2011) da novela Passione, viu a prisão da vilã Clara, como desfecho de um plano armado por um policial civil, chamado Diogo, em parceria com o personagem principal, o italiano Totó, marido de Clara.

Segundo a trama global, Clara havia falsificado um testamento por meio do qual ficaria com todos os bens de Totó, após a sua morte. Ocorre que a jovem senhora estava sendo investigada por outros crimes e, por causa disso, o investigador que a seguia acabou descobrindo suas intenções. Detalhe importante é o fato de o investigador haver descoberto isso depois de haver roubado a chave da casa da investigada e ter entrado na dita casa clandestinamente.

O que aconteceu em seguida foi que o investigador contou para Totó que sua esposa pretendia matá-lo e armou um plano com ele, Totó, para prender Clara. O plano é simplesmente fantástico. O policial, fingindo-se de cúmplice de Clara, arranjou a arma para matar Totó e combinou com ela que simulariam um assalto. No assalto, Totó seria assassinado. O resultado disso seria que, enquanto Clara pensaria estar executando seu plano de matar Totó, este é que conseguiria provar que Clara pretendia matá-lo para ficar com a herança.

Plano feito e plano realizado, chegou-se finalmente ao capítulo de ontem, com o suposto defunto Totó aparecendo e Clara sendo desmoralizada e presa. O policial Diogo aproveitou para anunciar que, além do furto pelo qual respondia, a malvada também passaria a responder por falsidade ideológica e tentativa de homicídio.

E se não fosse novela?

Se não fosse novela, Clara jamais poderia ter sido presa por tentativa de homicídio, pois a arma que usou para atirar em Totó usava munição de festim, providenciada pelo próprio policial que armou tudo. Era, portanto, impossível consumar-se o homicídio, e não existe tentativa de crime impossível, como diz expressamente o Código Penal:

Crime impossível (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Se não fosse novela, ela também não teria sido presa por falsidade ideológica – como anunciou o policial – pois falsificar um testamento não seria falsidade ideológica (art. 299, do Código Penal), mas falsificação de documento público (art. 297, do Código Penal). Mas ela também não seria presa por isso, pois o documento havia sido falsificado lá no começo da novela, na Itália, logo, não havia flagrante. Isso se não se considerar que a falsificação era só meio para se chegar ao crime fim, que seria o recebimento da herança, após a morte de Totó, mediante o uso de tal documento, o que configuraria estelionato (art. 171). Entretanto, como tal morte não ocorreu, o crime não tinha como se consumar, logo, nada de prisão.
 
Tudo bem, a jovem senhora já havia sido presa antes por furto, e estava em liberdade provisória, que poderia acabar sendo revogada por causa de toda essa confusão. Mas, nesse caso, teria que haver uma ordem judicial cassando a liberdade provisória, etc, etc.

Conclusão um: o autor bolou uma bela trama, mas foi traído pelas armadilhas do Direito Penal.

Conclusão dois: é muito mais fácil prender bandidos em novelas que na vida real.

E só pra finalizar, mais um detalhe.

Se não fosse novela, o policial Diogo teria que prestar contas dos seus atos perante a Justiça, pelo fato de haver entrado na casa de Clara usando a chave roubada, pois “entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências” é crime de violação de domicílio (art. 150, do Código Penal), cuja pena tem aumento “de um terço, se o fato é cometido por funcionário público, fora dos casos legais, ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei, ou com abuso do poder” (§ 2º).
 
Bem, essas são as minhas impressões. Como em tudo que se discute em Direito, deve haver um monte de gente que discorda delas.

Chupado, na maior, do Jornal da Besta Fubana Smiley mostrando a língua

Pitty: versões de The Police, Faith No More e Ultraje

3_20070223121153

 

Para deleite de seus fãs, a cantora baiana PITTY passou os últimas dias postando uma série de gravações raras de sua banda em seu perfil oficial no Twitter (@pittyleone) e, também, em sua página oficial na Blip.Fm (http://www.blip.fm/pittyleone).

Entre elas, estão algumas versões interessantes para canções do The Police (“Message in a Bottle”), Faith No More (“Digging the Grave”), Velvet Underground (“Pale Blue Eyes”), Ultraje a Rigor (“Nós Vamos Invadir sua Praia”) e até uma versão em português para “I Don’t Wanna Grow Up” – do Tom Waits e imortalizada pelos Ramones. Esta última, aliás, tem um clima meio folk e conta com a especialíssima participação de integrantes da banda Devotos de Nossa Senhora Aparecida, capitaneada pelo ex-VJ da MTV Luiz Thunderbird.

Já a interpretação do Velvet Underground traz a participação de Dengue e Pupillo, respectivamente baixista e baterista/percussionista da Nação Zumbi.

10/01/2011

Terapia alternativa - Martha Medeiros

Uma pia lotada de louça e um tanque transbordando de roupa suja é a metáfora perfeita para a salvação.

Conheci Zeca Baleiro no final de 2010 e, além de confirmar seu talento musical, descobri que ele escreve bem e que inclusive publicou um ótimo livro, Bala na Agulha, em que reúne crônicas postadas em seu blog, e também versos e frases soltas.

Entre suas reflexões sortidas, encontrei um poeminha que diz: Terapia/faço em casa/ao pé da pia. Alguns anos atrás escrevi um texto em que defendia essa mesma ideia, a de que lavar louça é uma terapia alternativa das mais eficazes: quando estou com a cabeça encardida de pensamentos inúteis, pego esponja e detergente e começo a lavar todos os copos e pratos empilhados na bancada da cozinha.

É como se eu desaguasse ralo abaixo todas as minhas dúvidas e inquietações.

Dou fim à gordura que se acumula na minha massa cinzenta, as ideias vão ficando mais límpidas e, ao término do serviço, a cabecinha fica pronta pra ser usada de novo, tinindo como um cristal.

Caio Fernando Abreu, a quem ando relendo, também escreveu: “Ninguém enlouquece quando tem um tanque de roupa suja pra lavar”. Ou seja, a vida prática pode nos salvar da loucura.

O fato é que ninguém discorda: a ociosidade é mesmo um passaporte para o universo das caraminholas. A falta de um trabalho e de tarefas a cumprir nos transforma em experts em deduções estapafúrdias e em criadores de problemas inexistentes. Uma pia lotada de louça e um tanque transbordando de roupa suja é a metáfora perfeita para a salvação. Foque no que deve fazer e pare de buscar o sentido da vida.

A loucura tem sempre a ver com excesso, inclusive excesso de tempo livre. É muita angústia, muita cobrança, muita indagação, muita procura de cabelo em ovo.

À medida que usamos nosso tempo para atividades que exigem concentração específica no que se está fazendo, como, por exemplo, um projeto para concorrer ao Nobel de pesquisa científica ou lavar louça, o tempo excedente servirá para descansar e deixar que aflorem apenas os pensamentos mais prioritários. Adeus às elocubrações desnecessárias.

Se mesmo quem possui uma rotina atribulada vive em constante hemorragia mental, imagina quem pode ficar a manhã inteira se espreguiçando na cama, não tem supermercado pra fazer, não precisa ficar atento aos horários dos ônibus e com patrão nenhum exigindo eficiência: acaba mesmo pirando na batatinha.. É muita inapetência a serviço do Coisa Ruim.

Portanto, ocupe-se. O trabalho não só dignifica, mas economiza nossos neurônios – não os desperdice matutando, matutando, matutando. Quando estiver pensando muita besteira, amarre um avental na cintura e mantenha sua sanidade.

Fuleiragem

Duke - Super Notícia

Heavy Metal Penguin (BEST VERSION)

08/01/2011

Mendigo com voz de locutor se torna celebridade


Sem acesso à internet, morador de rua só ficou sabendo de seu novo status no final do dia.

Aylons Hazzud

Foi-se o tempo em que celebridades instantâneas como Susan Boyle surgiam em show de calouros, na TV: nos EUA, um pedinte com voz de locutor de rádio teve sua vida transformada por internautas, literalmente do dia para a noite. Ted Williams, morador de rua na cidade de Columbus, EUA, passou da mendicância ao estrelato menos de 24 horas após a publicação de um vídeo exibindo seus dotes no YouTube, já recebeu proposta de emissoras de rádio e televisão e até doações de milhares de dólares.

Tudo começou com a curiosidade do cinegrafista Doral Chenoweth quanto a um pedinte que exibia uma placa com os dizeres "Tenho o dom divino da voz, sou um ex-locutor de rádio que caiu em desgraça". Munido de sua câmera, Chenoweth deu dinheiro ao mendingo com a condição de que ele "fizesse por merecer" e demonstrasse sua voz. A espetacular voz do me pedinte foi então registrada em uma gravação que comoveu dezenas de milhares de pessoas YouTube, trazendo milhares de pessoas à causa de promover o talento de Williams.