08/12/2010

Sem Mandamentos - Oswaldo Montenegro

Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
de rostos serenos, de palavras soltas
eu quero a rua toda parecendo louca
com gente gritando e se abraçando ao sol
 
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
quero ver os sonhos todos nas janelas
quero ver vocês andando por aí
 
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
eu até desculpo o que você falou
eu quero ver meu coração no seu sorriso
e no olho da tarde a primeira luz
 
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
eu quero um carnaval no engarrafamento
e que dez mil estrelas vão riscando o céu
buscando a sua casa no amanhecer
 
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
rasgar a noite escura como um lampião
eu vou fazer seresta na sua calçada
eu vou fazer misérias no seu coração
 
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
pra escrever a música sem pretensão
eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
e que triunfe a força da imaginação.

24/11/2010

Um museu em minha memória

Escrito por Melquisedec Pastor do Nascimento

Sou de origem social muito desvalida. Filho de pai e de mãe proletários, pobres de Jó. Ele, Joaquim Pastor do Nascimento, fazia chinelos para mandar vendê-los de porta em porta, e fazia anéis de chifres de boi, de metal e de aço, contra o vento mau, para vendê-los nas feiras e nas festas de igrejas. E consertava sapatos, relógios, guarda-sol e sombrinhas. Consertava quase tudo em seu muquiço do Caranguejo, nos Remédios. Não consertou sua vida. Também trabalhava cantando. Mas, só cantava Pé de Anjo, Vitalina e Meu Boi Morreu: “A mulher e a galinha/ São dois bicho interesseiro/ A galinha pelo milho/ E a mulher pelo dinheiro”; “Bota pó vitalina, bota pó/ Que moça véia não sai mais do caritó”. “O meu boi morreu...” Era artista, conforme declarou no cartório, ao fazer o registro do meu nascimento. Não me batizou. Nasci no Bongi, na rua da Bacia, por trás do chafariz, no lado esquerdo da estrada dos Remédios, dentro da lama dos mangues. Desempenado, dava gosto vê-lo caminhar pela estrada dos Remédios com o guarda-sol aberto, a modo de pálio. Uma vez, voltando do trabalho, vi ele descendo a ponte de Afogados. Eu vinha de bonde, ele vinha a pé, caminhando contente, alegre e satisfeito. Desci no Colégio Moderno e o acompanhei até lá em casa no beco do Quiabo, logo adiante. Ele vinha da rua Direita onde foi comprar cabedal para fazer os chinelos e botar meia-sola nos sapatos. Não me deu nem um vintém... Ela, Laura Francisca dos Santos, cantando, costurava para fora, em cima de uma velha pé-de-aranha. Era bonita e cantava divinamente. Costurando, criava os filhos de dois pais, separada que era. Quando comecei a registrar na memória meus fatos existenciais, morávamos eu e meus irmãos com minha mãe...

(Onde andará a velha Lalu, que não me deu apenas a vida física, meu irmão e minhas irmãs, onde andarão? Tonho, que vendeu a coroa de ouro da boca para comprar “figo” de alemão pra gente comer? Com ele quase aprendi a tocar violão. Não aprendi, porque ele não passou do lá menor: quem quer que, quem quer que, quem quer que... Troquem os que... Nem, que me carregava para o mangue pra pegar aratu, caranguejo, siri de loca e guaiamum, e para a maré pescar, e para pegar camarão vila franca e siri corredor. E para a crôa para tirar marisco, sussuru e unha-de-véio. Nininha. Eu e ela, Tomé e Bebé, porque só andávamos juntos. E Manel de Dária? O Jean Valjean, que trazia carne de Ceará da rua das Florentinas para a gente comer. Às vezes, chegava lá em casa. Não tinha nem sal, na cumbuca... Vou agir, ele dizia. E voltava da rua das Florentinas. Disse-me anos depois. Sem saber, a gente também comia roubados... Onde andará Mané Abinadabe?)

Morávamos na vila de São Miguel, no bairro recifense dos Afogados, a imensa pocilga de Dr. Ladislau. Ali mãe adquiriu um lote, pagando mensalmente 2$000 pelo chão, onde fez o mucambo onde a gente morava. Do rio Tejipió, e dos mangues adjacentes, muitas vezes, tirávamos o de-comer. Eram nossa dispensa. Para me desasnar, mãe me matriculou na Escola Particular Mista de dona Julieta Baptista, na terceira rua. Lá, pelas mãos bondosas de dona Julieta, aprendi o bê-a-bá, decorando a Carta de ABC de Landelino Rocha – “A preguiça é a chave da pobreza”; “É dado aos pobres o sagrado direito de importunar os ricos”... – a ler, escrever, pelos Cadernos de Caligrafia Vertical, e contar, pela taboada de Landelino, ajudado pela minha boa memória – comi muito: peixes, moluscos e crustáceos daquele rio-maré. Fosfatizei-me. Chamavam-me “Cabeça-de-Rui Barbosa”.


(Onde andará minha professora, que me abriu os olhos para a vida? Onde andará o inspetor de ensino, que me pôs na blusa a fitinha verde e amarela, quando me passou com “distinção e louvor?” Solenidade arranjada para que eu também pudesse participar. Os meus colegas de classe, Maria Isabel, minha primeira namorada – “Eu tenho n’alma um jardim cheio de flores/ Imagem dos meus amores/ Só com nomes de mulher” – Alcides, seu irmão, Mário, encapetado: “Julieta fugiu, Julieta fugiu”, Arnaldo Canuto, onde estarão? E tantos outros que até de minha memória fugiram? Fiquei para contar a história.)


Minha mãe, analfabeta, tirava sua sabedoria de vida dos ditados populares: “Fazes o bem, não cates a quem”; “Junta-te a um bom, serás igual a ele. Junta-te a um mau, serás pior do que ele”; “Mente desocupada é oficina de Satanás”. Dela, herdei o bom gosto. Era bonita e se enfeitava todinha, da cabeça aos pés: “Quem não se enfeita, por si se enjeita”, dizia ela. E o estoicismo: “Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas”. Dos mangues, cheios de estrepes, a prudência. Da semifome e da sede de saber, a solidariedade aos desvalidos, carentes de justiça, e para com os sequiosos de aprender. Por isso, sou livreiro.


Não sei se o velho Quinca Pastor teve escola. No seu cochicholo do Caranguejo, vi exemplares da revista O Pensamento, do Almanaque do Pensamento e um da novela espiritualista A Predestinada, de Pedrina Lima, da Empresa Editora O Pensamento. Tenho um da 3ª edição, ano em que ele morreu. 23 de junho de 1938. Lia a Bíblia. Meu nome... Ali vi uma edição protestante da versão de Antônio Pereira de Figueiredo, “edição aprovada em 1842 pela Rainha D. Maria II com a consulta do Patriarcha Arcebispo eleito de Lisboa”. Creio ser a de 1919. Foram os primeiros livros inteiros que conheci. Antes, na vila, vira pedaços da edição católica ilustrada por Gustavo Doré. Lembro-me de quatro gravuras: dois homens carregando, num pau, ombro a ombro, um cacho de uvas da terra onde mana leite e mel; Sansão carregando a porta de Gaza; a morte de Sansão, destruindo o templo dos filisteus: “Morra eu e todos os filisteus” e Daniel na cova dos leões. Valorizam a Galeria Iconográfica do velho Pastor, uma parede na sala de frente apenas rebocada, figuras da revolução brasileira: os 18 de Copacabana, os tenentes, Cleto Campelo morto e, destacada, a do Cavaleiro da Esperança um tanto desbotada. Eram recortes de jornais. Não sei se Luiz Carlos Prestes, depois, teve a imagem esmaecida na admiração do meu pai. Dele herdei o sentimento anti-religioso: “Deus não precisa de intermediários”. Mt 5.5-6. E, por causa dele, ver na Bíblia monumento literário: a tradução de João Ferreira de Figueiredo, revista e corrigida.


(Onde andará meu pai? Contente, alegre e satisfeito, quando doente, me viu pela última vez. Meu pai era materialista.)


Com sete meses de estudo, aprovado com distinção e louvor, saí da escola de dona Julieta para a Escola da Vida. Dizer-lhe presente era necessário. Aumentar a renda familiar era preciso. Só, acostumei-me a ler lendo folhetos, almanaques de farmácias, jornais e, depois, livros. Eu era a criança, o menino, o rapaz. Ser o Homem era necessário. Dizia-me o ambiente, diziam-me as circunstâncias, diziam-me as leituras. Disseram-me os livros. Os livros levaram-me ao caga-sebo do negro Manoel Belarmino da Silva, Livraria Rangel, rua do Rangel, 132, pé-de-escada. Antes, já o conhecera na feira de Afogados, negociando, na calçada da igreja de N. S. da Paz, folhetos, revistas usadas, recortes de revistas de cinema, álbuns de cobói e quadrinhos de fitas de cinema. Era o negro Mané Art Accord, um Cowboy negro... Quando fechava o estabelecimento, dizia: “Voltem na próxima semana...” Reencontrei, em 1934, vendendo o mesmo e também livros usados, num estrado na calçada do mercado de São José, onde me vendeu, fiado, O Conde de Monte-Cristo. Foi o primeiro livro que li. A ele comprei os meus primeiros livros. Obras infantis de Monteiro Lobato, de José de Alencar, romances de aventuras e livros de auto-ajuda, então obras educativas. Marden, “fazer da vida uma obra prima”; Samuel Smiles e Edward Earle Purinton, “a desgraça da humanidade é a quantidade enorme de homens semicrescidos”. De um caixão de querosene, fiz a minha estante. Eu tinha 17 anos. Disse a minha mãe que ele um dia iria para um museu em minha memória... Desconjuntou-o o tempo.

Comprando e lendo, tornei-me candidato a ser seu empregado: “a primeira vaga é sua”. Que veio no dia 7 de dezembro de 1937. Véspera de festa de N. S. da Conceição, a festa do Morro. Ele não perdia uma. Comecei ganhando 60$000 por mês. Na véspera de Natal, fui aumentando para 80 e ganhei de presente um relógio de algibeira Nice Watch. Comecei bem. Antes de trabalhar para ele, já conhecia todo o seu acervo. Mas não servia a ele. Servia a mim mesmo. Belarmino era semi-analfabeto. Lia, entretanto. Foi o primeiro intelectual que conheci. Também gostava de livros. Lastimou-se quando vendeu A Vida de D. Fr. Bartholomeu dos Mártires. Primeira edição, 1619. De leituras pessimistas: Nietszche, Schopenhauer, Albino Forjaz de Sampaio, Augusto dos Anjos; e contestadoras: Não Creio em Deus, Cristo Nunca Existiu, Jesus Cristo É Um Mito, A Razão Contra a Fé. Lia, bebia e recitava: “Vida, sorriso que passa/ Desventura, desgraça/ Um grande paradoxo universal/ A derrota do bem, a vitória do mal”. Bebia muito – “ou acabo com ela, ou ela acaba comigo”. Também dizia. Perdeu a parada. As leituras de Manoel Belarmino influenciaram o meu pensamento. O senhor Manoel Belarmino da Silva me deu a oportunidade de ser livreiro. De trabalhar em “defesa e à promoção do livro antigo, do livro esquecido, do livro raro”. Gilberto Freyre. Estou consciente de que “a profissão de livreiro não é mais profissão comercial. Mas, sim, uma tarefa de alcance intelectual em que se pode observar uma enorme proliferação de graus”. Se eu concordasse com Praxiteles, seria hoje tirador de caranguejos ou botador de meia-sola.

14/10/2010

O disco que invadiu todas as praias

roger-ultraje-rigor

Há 25 anos as vitrolas começaram a tocar canções ousadas de um álbum que havia acabado de sair do forno. Eles eram apenas garotos, mas brincalhões, inteligentes e atrevidos.

O disco? Nós Vamos Invadir Sua Praia. A banda? Ultraje a Rigor.

Agora, 1/4 de século após seu lançamento, o disco é relançado (Polysom, R$ 80 em média) da mesma forma que veio ao mundo: vinil. Em edição limitada, o álbum integra a série ‘Clássicos em Vinil’. Produzido com 180 gramas de vinil, teve o áudio remasterizado das fitas originais.

Os mais desavisados podem achar que se trata de uma coletânea de clássicos da banda, afinal, listam no disco canções como Rebelde Sem Causa, Mim Quer Tocar, Ciúme, Inútil e Eu Me Amo, por exemplo.

Mas não. É o disco de estreia do Ultraje, que das 11 faixas que lá constam, nove invadiram todas as praias. “Eu mesmo não tenho mais onde ouvir vinil”, brinca Roger, vocalista, guitarrista e compositor da banda. “Eu fiz questão de ter um para mim e estou louco para ouvir em algum lugar. Parece disco importado, e fico contente, pois estão escolhendo a dedo os discos que saem”, conta.

E não é só Roger que deve estar contente. Os fãs também, afinal, é quase impossível encontrar CDs do grupo. Roger revela que recebe muitos pedidos de fãs pelo Twitter (@roxmo), mas não tem como atender, pois não possui poder sobre os discos. “As músicas serão sempre minhas, se eu quiser regravá-las, tudo bem. Mas as versões originais, os fonogramas, pertencem às gravadoras. A Polysom disse que vai lançar nosso segundo disco em vinil também”, salienta.

Os garotos de São Paulo saíram da casa dos pais e passaram dois meses no Rio de Janeiro gravando o disco, relembra Roger. “O clima no estúdio com o Liminha era gostoso, tínhamos brincadeiras de ginásio. Colocávamos baldes com água em cima da porta, quando alguém entrava se molhava todo”, conta aos risos. “Tudo correu bem, na direção certa e nós nos divertindo. Acho que passou esse clima para o disco”. E passou mesmo.

Mas Nós Vamos Invadir Sua Praia não foi feito só de brincadeiras. As letras alfinetavam o momento político do País e também observavam o comportamento social. “Era algo que catalisava o pensamento do pessoal na época, então, sem dúvida era mais estimulante escrever naqueles tempos. Tinha mais assunto”.

ultrajevinil

Quando o álbum saiu, o País vivia o fim da ditadura, e algumas faixas como Marylou tiveram de ser modificadas. “A frase que ficou foi ‘Botar ovo pelo Sul’, quando a ideia era outra”, brinca o músico. “Dava um pouco de medo, não era a mesma coisa dos anos 1960, mas ainda dava um pouco de medo. Você tinha de falar por meio de analogias, de subterfúgios”, diz.

O grupo começou alguns anos antes, fazendo releituras de canções dos Beatles. Roger destaca que faziam as canções da fase inicial do grupo inglês, pois eram mais fáceis de tocar.

Roger tira do bolso várias histórias engraçadas, entre elas, a da grafitagem. “Fazíamos as propagandas com filipetas e grafite nos muros para divulgar a banda”, revela rindo. E continua: “O grafite era moda, né, colocávamos nosso logotipo e ninguém sabia do que se tratava, mas achavam curioso. Às vezes chegávamos no bar para tocar e o dono dizia: ‘Eu já ouvi falar de vocês’. Mas não, ele tinha visto no muro da esquina”.

Sucesso espontâneo em plena época de efervescência cultural, Nós Vamos Invadir Sua Praia veio para ficar.

E ficou! Assim como o Ultraje, ativo até hoje.

O álbum se tornou um clássico, quebrou barreiras e agora está aí, novo em folha novamente.

Fonte: Pilha na Vitrola

28/09/2010

As pequenas mortes

 

Quando a morte bateu à minha porta pela primeira vez, eu tinha pouco mais de dez anos de idade. A notícia chegara por telefone: meu tio e padrinho Antônio Rocha, muito querido por todos nós lá de casa, sofrera um acidente automobilístico e veio a morrer no hospital. O impacto assustador provocado no menino amedrontado seria apenas o prenúncio do que a vida, infelizmente, ainda me reservava.

A “indesejada” tinha para mim, então, um sentido sobrenatural, não fosse ela a mais natural consequência para quem vive. Confesso que hoje já não a temo, não por coragem ou por persegui-la, mas porque já compreendi que o mal maior está na saudade que nos deixam os nossos mais queridos quando não podemos mais tocá-los e beijá-los.

São essas as nossas pequenas mortes interiores, que vão se acumulando ao longo da nossa existência. Quando aqueles que amamos partem, os que ficam também morrem um pouco junto. E numa equação que me parece desigual, se levam com eles algo precioso do que fomos, deixam conosco, também, um pedaço do que foram nas nossas vidas.

Por não crer na vida eterna, entendo que nós nos perpetuamos na essência dos que nos amam – e, por isso, continuarão a nos guardar nas suas melhores lembranças quando aqui já não estivermos.

Morrer um pouco a cada dia é o destino da nossa vida biológica; sofrer as pequenas mortes é a pena que paga a nossa alma pela perda dos inconfundíveis e insubstituíveis afetos. Morremos com eles na mesma intensidade com que os amamos. (Viver é também sobreviver às ausências mais sentidas, reinventar-se sem o gozo da companhia que tanta falta nos faz.)

Costumo dizer aos que trago no peito, em tom de blague – mas com sincera esperança-, que prefiro me despedir antes que algum deles resolva assumir a dianteira. Perder um amigo ou um ente querido é a dor mais devastadora que pode atingir os que mantêm viva a alma, mesmo quando já são tantas as cicatrizes.

De uma coisa estou convencido: a morte definitiva só acontece para aqueles que não deixam saudade. Estes, certamente, não viveram a experiência única de terem sido amados, o que significa – ao fim e ao cabo – que não souberam o que é amar. 

Por Ricardo Mota

29/07/2010

Entre amigos – Martha Medeiros

Meus bons amigos!

Como era de se esperar, estamos partindo de Ituiutaba Smiley chorando

Vocês são testemunhas que eu tentei ficar, afinal, a cidade e os amigos que aqui fizemos são encantadores. Tudo conspirava para que ficássemos: o clima (apesar da baixa umidade), a tranquilidade, a qualidade de vida... Mas não vivemos só disso. É preciso ter o vil metal e estava cada vez mais difícil conseguí-lo por aqui. Por isso estamos de “mala e cuia” nos mudando para o Recife. Elga conseguiu um bom emprego lá e eu estou de volta ao meu escritório.

Saibam, porém, que jamais esquecerei qualquer um de vocês. Cada um com sua peculiariedade, estão guardados dentro do meu coração e lá ficarão por toda a eternidade (pelo menos enquanto eu viver, hehehehe).

Para acabar com essa ladainha, compartilho com vocês um texto de Martha Medeiros que eu gostaria de ter escrito Gargalhando

Beijos nas minas e abraços nos manos.

::::::::::::::::::::::::

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

Martha Medeiros

Por Enquanto

Por Enquanto Legião Urbana

Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu,
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia à acreditar...
Que tudo era pra sempre,
Sem saber, que o 'pra sempre',
Sempre acaba ...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou,
Quando penso em alguém,
Só penso em você...
E aí então estamos bem...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está,
E nem desistir, nem tentar,
Agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa...

03/07/2010

Adios muchachos

bandeira-argentina
 
 
Adios muchachos, compañeros de mi vida,
Barra querida de aquellos tiempos.
Me toca a mi hoy emprender la retirada,
Debo alejarme de mi buena muchachada.
Adios muchachos. ya me voy y me resigno...
Contra el destino nadie la talla...
Se terminaron para mi todas las farras,
Mi cuerpo enfermo no resiste más...
 
Acuden a mi mente
Recuerdos de otros tiempos,
De los bellos momentos
Que antaño disfrute,
Cerquita de mi madre,
Santa viejita,
Y de mi noviecita
Que tanto idolatre.
Se acuerdan que era hermosa,
Mas linda que una diosa
Y que, ebrio yo de amor,
Le di mi corazón?
Mas el señor, celoso
De sus encantos,
Hundiendome en el llanto,
Me la llevo.
 
Es dios el juez supremo.
No hay quien se le resista.
Ya estoy acostumbrado
Su ley a respetar,
Pues mi vida deshizo
Con sus mandatos
Al robarme a mi madre
Y a mi novia también.
Dos lagrimas sinceras
Derramo en mi partida
Por la barra querida
Que nunca me olvido.
Y al darle, mis amigos,
El adiós postrero,
Les doy con toda mi alma,
Mi bendición.
 
Adios muchachos, compañeros de mi vida,
Barra querida de aquellos tiempos.
Me toca a mi hoy emprender la retirada,
Debo alejarme de mi buena muchachada.
Adios muchachos. ya me voy y me resigno...
Contra el destino nadie la talla...
Se terminaron para mi todas las farras,
Mi cuerpo enfermo no resiste más...

Felipe Melo é assim

Arte:Luís Carlos Verri

gardenal

-Deus disse:”Faça-se a luz”. Chuck Norris disse:”Peça por favor”. E o Felipe Melo disse: “Calem a boca vocês dois!”

- Felipe Melo gosta de mingau com canela.

- Felipe Melo quando criança não ganhava carrinhos, ele dava

- Felipe Melo depois de ver a cotovelada do Kaká: “Amador…”

- Felipe Melo ligou para o SAC do seu cartão de crédito reclamando da cor. Ele queria o vermelho.

-A gestação do Felipe Melo era de gêmeos, até ele dar um carrinho no outro feto.

- Uma vez deram pro Felipe Melo uma Ferrari, ele disse que não queria porque só gostava de carrinho.

- Uma vez quando era criança, Felipe Melo teve seu sorvete derrubado por algumas crianças… isso foi somente uma vez….

-Após os treinos, alguns jogadores treinam cobranças de faltas, já Felipe Melo treina como cometê-las.

- Felipe Melo aprendeu futebol na escolinha da família Gracie.

- Uma vez Felipe Melo foi jogar JoKenPo com o presidente Lula. Ele tinha uma tesoura, e o Lula, 5 dedos.

- Quando Felipe Melo entra no treino os cones saem correndo.

- O cartão de visitas do Felipe Melo é vermelho.

- O Saci tinha duas pernas, isso antes de jogar futebol com Felipe Melo.

-Felipe Melo joga futebol arte… ARTE MARCIAL!

- Felipe Melo ganhou a primeira chuteira aos 4 anos. Aos 6 conheceu a bola.

- Jack Bauer resolve tudo em 24 horas. Felipe Melo em 24 faltas…

- O Felipe Melo foi expulso do UFC. Disseram que ele era violento demais.

- Felipe Melo não é um “Dunga Jr.”. É um “Dunga Jr. Baiano”.

- Por causa do Felipe Melo, os melhores momentos da Copa vão ser editados pelo Tarantino.

- Milhares de pessoas no mundo deram entrada no hospital após assistir o Felipe Melo em transmissão 3D.

- Roberto Carlos e Wagner Montes já entraram numa dividida com Felipe Melo.

- Felipe Melo não é bom de matemática mas gosta de dividir sem deixar restos.

- O Michael Jackson morto faz muita falta. O Felipe Melo vivo faz mais ainda.

- A lenda da mula sem cabeça começou depois de um pé alto de Felipe Melo.

- Felipe Melo é o único jogador que você encontra no FIFA 2010, no Winning Eleven e no Mortal Kombat.

Por Juca Kfouri às 06:49

22/06/2010

Iron Maiden: "Aces High" em versão tocada na Vuvuzela!



Não se fala de outra coisa, estamos em época de Copa do Mundo, que este ano acontece na África do Sul. As palavras "Jabulani" e "Vuvuzela" estão na boca do povo, não só no Brasil mas em todo o planeta! Foi nesse contexto que o perfil oficial do Iron Maiden no Twitter lançou o seguinte desafio:

"@IronMaidenFC No espírito da Copa do Mundo, gostaríamos de ouvir 'The Trooper' tocada na Vuvuzela. Alguém pode postar um vídeo?"

E não demorou muito para o primeiro registro de uma música do Iron Maiden com a Vuvuzela aparecer! Um grupo de torcedores brasileiros postou no Youtube um vídeo da clássica "Aces High" tocada com o barulhento instrumento dos torcedores da África do Sul.

As Vuvuzelas ganharam forte exposição na mídia devido à Copa do Mundo realizada na África do Sul. A origem do nome é controversa. Pode provir do Zulu "fazer barulho", a partir da "vuvu" som que faz, ou de gírias locais relacionadas à palavra "chuveiro." A vuvuzela tem sido alvo de controvérsia devido a possibilididade de o instrumento causar danos auditivos graves e permanentes. Confira abaixo o vídeo de "Aces High" na Vuvuzela!