14/10/2010

O disco que invadiu todas as praias

roger-ultraje-rigor

Há 25 anos as vitrolas começaram a tocar canções ousadas de um álbum que havia acabado de sair do forno. Eles eram apenas garotos, mas brincalhões, inteligentes e atrevidos.

O disco? Nós Vamos Invadir Sua Praia. A banda? Ultraje a Rigor.

Agora, 1/4 de século após seu lançamento, o disco é relançado (Polysom, R$ 80 em média) da mesma forma que veio ao mundo: vinil. Em edição limitada, o álbum integra a série ‘Clássicos em Vinil’. Produzido com 180 gramas de vinil, teve o áudio remasterizado das fitas originais.

Os mais desavisados podem achar que se trata de uma coletânea de clássicos da banda, afinal, listam no disco canções como Rebelde Sem Causa, Mim Quer Tocar, Ciúme, Inútil e Eu Me Amo, por exemplo.

Mas não. É o disco de estreia do Ultraje, que das 11 faixas que lá constam, nove invadiram todas as praias. “Eu mesmo não tenho mais onde ouvir vinil”, brinca Roger, vocalista, guitarrista e compositor da banda. “Eu fiz questão de ter um para mim e estou louco para ouvir em algum lugar. Parece disco importado, e fico contente, pois estão escolhendo a dedo os discos que saem”, conta.

E não é só Roger que deve estar contente. Os fãs também, afinal, é quase impossível encontrar CDs do grupo. Roger revela que recebe muitos pedidos de fãs pelo Twitter (@roxmo), mas não tem como atender, pois não possui poder sobre os discos. “As músicas serão sempre minhas, se eu quiser regravá-las, tudo bem. Mas as versões originais, os fonogramas, pertencem às gravadoras. A Polysom disse que vai lançar nosso segundo disco em vinil também”, salienta.

Os garotos de São Paulo saíram da casa dos pais e passaram dois meses no Rio de Janeiro gravando o disco, relembra Roger. “O clima no estúdio com o Liminha era gostoso, tínhamos brincadeiras de ginásio. Colocávamos baldes com água em cima da porta, quando alguém entrava se molhava todo”, conta aos risos. “Tudo correu bem, na direção certa e nós nos divertindo. Acho que passou esse clima para o disco”. E passou mesmo.

Mas Nós Vamos Invadir Sua Praia não foi feito só de brincadeiras. As letras alfinetavam o momento político do País e também observavam o comportamento social. “Era algo que catalisava o pensamento do pessoal na época, então, sem dúvida era mais estimulante escrever naqueles tempos. Tinha mais assunto”.

ultrajevinil

Quando o álbum saiu, o País vivia o fim da ditadura, e algumas faixas como Marylou tiveram de ser modificadas. “A frase que ficou foi ‘Botar ovo pelo Sul’, quando a ideia era outra”, brinca o músico. “Dava um pouco de medo, não era a mesma coisa dos anos 1960, mas ainda dava um pouco de medo. Você tinha de falar por meio de analogias, de subterfúgios”, diz.

O grupo começou alguns anos antes, fazendo releituras de canções dos Beatles. Roger destaca que faziam as canções da fase inicial do grupo inglês, pois eram mais fáceis de tocar.

Roger tira do bolso várias histórias engraçadas, entre elas, a da grafitagem. “Fazíamos as propagandas com filipetas e grafite nos muros para divulgar a banda”, revela rindo. E continua: “O grafite era moda, né, colocávamos nosso logotipo e ninguém sabia do que se tratava, mas achavam curioso. Às vezes chegávamos no bar para tocar e o dono dizia: ‘Eu já ouvi falar de vocês’. Mas não, ele tinha visto no muro da esquina”.

Sucesso espontâneo em plena época de efervescência cultural, Nós Vamos Invadir Sua Praia veio para ficar.

E ficou! Assim como o Ultraje, ativo até hoje.

O álbum se tornou um clássico, quebrou barreiras e agora está aí, novo em folha novamente.

Fonte: Pilha na Vitrola

28/09/2010

As pequenas mortes

 

Quando a morte bateu à minha porta pela primeira vez, eu tinha pouco mais de dez anos de idade. A notícia chegara por telefone: meu tio e padrinho Antônio Rocha, muito querido por todos nós lá de casa, sofrera um acidente automobilístico e veio a morrer no hospital. O impacto assustador provocado no menino amedrontado seria apenas o prenúncio do que a vida, infelizmente, ainda me reservava.

A “indesejada” tinha para mim, então, um sentido sobrenatural, não fosse ela a mais natural consequência para quem vive. Confesso que hoje já não a temo, não por coragem ou por persegui-la, mas porque já compreendi que o mal maior está na saudade que nos deixam os nossos mais queridos quando não podemos mais tocá-los e beijá-los.

São essas as nossas pequenas mortes interiores, que vão se acumulando ao longo da nossa existência. Quando aqueles que amamos partem, os que ficam também morrem um pouco junto. E numa equação que me parece desigual, se levam com eles algo precioso do que fomos, deixam conosco, também, um pedaço do que foram nas nossas vidas.

Por não crer na vida eterna, entendo que nós nos perpetuamos na essência dos que nos amam – e, por isso, continuarão a nos guardar nas suas melhores lembranças quando aqui já não estivermos.

Morrer um pouco a cada dia é o destino da nossa vida biológica; sofrer as pequenas mortes é a pena que paga a nossa alma pela perda dos inconfundíveis e insubstituíveis afetos. Morremos com eles na mesma intensidade com que os amamos. (Viver é também sobreviver às ausências mais sentidas, reinventar-se sem o gozo da companhia que tanta falta nos faz.)

Costumo dizer aos que trago no peito, em tom de blague – mas com sincera esperança-, que prefiro me despedir antes que algum deles resolva assumir a dianteira. Perder um amigo ou um ente querido é a dor mais devastadora que pode atingir os que mantêm viva a alma, mesmo quando já são tantas as cicatrizes.

De uma coisa estou convencido: a morte definitiva só acontece para aqueles que não deixam saudade. Estes, certamente, não viveram a experiência única de terem sido amados, o que significa – ao fim e ao cabo – que não souberam o que é amar. 

Por Ricardo Mota

29/07/2010

Entre amigos – Martha Medeiros

Meus bons amigos!

Como era de se esperar, estamos partindo de Ituiutaba Smiley chorando

Vocês são testemunhas que eu tentei ficar, afinal, a cidade e os amigos que aqui fizemos são encantadores. Tudo conspirava para que ficássemos: o clima (apesar da baixa umidade), a tranquilidade, a qualidade de vida... Mas não vivemos só disso. É preciso ter o vil metal e estava cada vez mais difícil conseguí-lo por aqui. Por isso estamos de “mala e cuia” nos mudando para o Recife. Elga conseguiu um bom emprego lá e eu estou de volta ao meu escritório.

Saibam, porém, que jamais esquecerei qualquer um de vocês. Cada um com sua peculiariedade, estão guardados dentro do meu coração e lá ficarão por toda a eternidade (pelo menos enquanto eu viver, hehehehe).

Para acabar com essa ladainha, compartilho com vocês um texto de Martha Medeiros que eu gostaria de ter escrito Gargalhando

Beijos nas minas e abraços nos manos.

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Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

Martha Medeiros

Por Enquanto

Por Enquanto Legião Urbana

Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu,
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia à acreditar...
Que tudo era pra sempre,
Sem saber, que o 'pra sempre',
Sempre acaba ...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou,
Quando penso em alguém,
Só penso em você...
E aí então estamos bem...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está,
E nem desistir, nem tentar,
Agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa...

03/07/2010

Adios muchachos

bandeira-argentina
 
 
Adios muchachos, compañeros de mi vida,
Barra querida de aquellos tiempos.
Me toca a mi hoy emprender la retirada,
Debo alejarme de mi buena muchachada.
Adios muchachos. ya me voy y me resigno...
Contra el destino nadie la talla...
Se terminaron para mi todas las farras,
Mi cuerpo enfermo no resiste más...
 
Acuden a mi mente
Recuerdos de otros tiempos,
De los bellos momentos
Que antaño disfrute,
Cerquita de mi madre,
Santa viejita,
Y de mi noviecita
Que tanto idolatre.
Se acuerdan que era hermosa,
Mas linda que una diosa
Y que, ebrio yo de amor,
Le di mi corazón?
Mas el señor, celoso
De sus encantos,
Hundiendome en el llanto,
Me la llevo.
 
Es dios el juez supremo.
No hay quien se le resista.
Ya estoy acostumbrado
Su ley a respetar,
Pues mi vida deshizo
Con sus mandatos
Al robarme a mi madre
Y a mi novia también.
Dos lagrimas sinceras
Derramo en mi partida
Por la barra querida
Que nunca me olvido.
Y al darle, mis amigos,
El adiós postrero,
Les doy con toda mi alma,
Mi bendición.
 
Adios muchachos, compañeros de mi vida,
Barra querida de aquellos tiempos.
Me toca a mi hoy emprender la retirada,
Debo alejarme de mi buena muchachada.
Adios muchachos. ya me voy y me resigno...
Contra el destino nadie la talla...
Se terminaron para mi todas las farras,
Mi cuerpo enfermo no resiste más...

Felipe Melo é assim

Arte:Luís Carlos Verri

gardenal

-Deus disse:”Faça-se a luz”. Chuck Norris disse:”Peça por favor”. E o Felipe Melo disse: “Calem a boca vocês dois!”

- Felipe Melo gosta de mingau com canela.

- Felipe Melo quando criança não ganhava carrinhos, ele dava

- Felipe Melo depois de ver a cotovelada do Kaká: “Amador…”

- Felipe Melo ligou para o SAC do seu cartão de crédito reclamando da cor. Ele queria o vermelho.

-A gestação do Felipe Melo era de gêmeos, até ele dar um carrinho no outro feto.

- Uma vez deram pro Felipe Melo uma Ferrari, ele disse que não queria porque só gostava de carrinho.

- Uma vez quando era criança, Felipe Melo teve seu sorvete derrubado por algumas crianças… isso foi somente uma vez….

-Após os treinos, alguns jogadores treinam cobranças de faltas, já Felipe Melo treina como cometê-las.

- Felipe Melo aprendeu futebol na escolinha da família Gracie.

- Uma vez Felipe Melo foi jogar JoKenPo com o presidente Lula. Ele tinha uma tesoura, e o Lula, 5 dedos.

- Quando Felipe Melo entra no treino os cones saem correndo.

- O cartão de visitas do Felipe Melo é vermelho.

- O Saci tinha duas pernas, isso antes de jogar futebol com Felipe Melo.

-Felipe Melo joga futebol arte… ARTE MARCIAL!

- Felipe Melo ganhou a primeira chuteira aos 4 anos. Aos 6 conheceu a bola.

- Jack Bauer resolve tudo em 24 horas. Felipe Melo em 24 faltas…

- O Felipe Melo foi expulso do UFC. Disseram que ele era violento demais.

- Felipe Melo não é um “Dunga Jr.”. É um “Dunga Jr. Baiano”.

- Por causa do Felipe Melo, os melhores momentos da Copa vão ser editados pelo Tarantino.

- Milhares de pessoas no mundo deram entrada no hospital após assistir o Felipe Melo em transmissão 3D.

- Roberto Carlos e Wagner Montes já entraram numa dividida com Felipe Melo.

- Felipe Melo não é bom de matemática mas gosta de dividir sem deixar restos.

- O Michael Jackson morto faz muita falta. O Felipe Melo vivo faz mais ainda.

- A lenda da mula sem cabeça começou depois de um pé alto de Felipe Melo.

- Felipe Melo é o único jogador que você encontra no FIFA 2010, no Winning Eleven e no Mortal Kombat.

Por Juca Kfouri às 06:49

22/06/2010

Iron Maiden: "Aces High" em versão tocada na Vuvuzela!



Não se fala de outra coisa, estamos em época de Copa do Mundo, que este ano acontece na África do Sul. As palavras "Jabulani" e "Vuvuzela" estão na boca do povo, não só no Brasil mas em todo o planeta! Foi nesse contexto que o perfil oficial do Iron Maiden no Twitter lançou o seguinte desafio:

"@IronMaidenFC No espírito da Copa do Mundo, gostaríamos de ouvir 'The Trooper' tocada na Vuvuzela. Alguém pode postar um vídeo?"

E não demorou muito para o primeiro registro de uma música do Iron Maiden com a Vuvuzela aparecer! Um grupo de torcedores brasileiros postou no Youtube um vídeo da clássica "Aces High" tocada com o barulhento instrumento dos torcedores da África do Sul.

As Vuvuzelas ganharam forte exposição na mídia devido à Copa do Mundo realizada na África do Sul. A origem do nome é controversa. Pode provir do Zulu "fazer barulho", a partir da "vuvu" som que faz, ou de gírias locais relacionadas à palavra "chuveiro." A vuvuzela tem sido alvo de controvérsia devido a possibilididade de o instrumento causar danos auditivos graves e permanentes. Confira abaixo o vídeo de "Aces High" na Vuvuzela!

29/05/2010

Uma Kombi de encher os olhos



(Chéri à Paris, por Daniel Cariello)
Essa aconteceu com um amigo meu que morou em Paris muitos anos atrás, e agora acabou de voltar pra cidade-luz. A história se passou nos anos 80, durante a primeira temporada dele na capital francesa.
Seu pai, riponga na década anterior, era o feliz proprietário de uma Kombi verde por fora e, se bem me lembro do relato, laranja por dentro. Qualquer coisa de impensável nos caretas dias de hoje, mas perfeitamente normal pra psicodélica geração Woodstock.
Após milhares de quilômetros rodados e muita fumaça (de carburador!, de carburador!) queimada, o sujeito decidiu separar-se do veículo, que havia se tornado um trambolho no complicado trânsito parisiense. Com dor no coração, colocou um anúncio nos classificados do jornal. Tratou de ser minucioso e sentimental na descrição. Afinal, não era apenas um carro, era uma relíquia, um verdadeiro relato ambulante de uma passada época de sonhos.
Atraídos pela imperdível oportunidade, os interessados não tardaram a ligar. Alguns barganhavam, outros queriam marcar visita para conhecer aquela suposta maravilha, e havia ainda os que pediam detalhes específicos sobre a mecânica, o consumo e tudo o que todo mundo quer saber na hora de comprar um carro de segunda mão, mesmo que muitas vezes nem saiba o que está perguntando.
Ali pelo fim do dia o telefone soa mais uma vez. A voz confiante do outro lado não deixou dúvidas de que o negócio estava fechado.
- Passo aí amanhã pra buscá-lo.
- Não quer nem ver antes?
- Não. Ele é meu.
A euforia pela venda praticamente decidida, somada à tristeza pela iminente despedida de um objeto que certamente deixaria saudades, não durou muito tempo. Alguns minutos depois, o aparelho toca novamente.
- Escuta aqui. Quem você pensa que é, hein?
O vendedor e pai do meu amigo não entendeu tchongas.
- Hã?
A voz brava continuou.
- Bancando o espertinho pra cima do meu filho, né? Querendo vender um carro para um rapaz cego. Não tem vergonha não? O que ele faria com uma kombi, se não pode dirigir?
- Desculpa. Mas, veja bem, como podia saber que ele era cego?
- Pois ele é.
- Sinto muito pelo transtorno e por ele também, que sem a compra vai ficar a ver navios.
- O quê? Tá de gozação com a minha cara?
- Não, eu disse que ele não vai ficar a ver navios. Ou melhor, vai ficar a não ver navios. Quer dizer, vai navegar a ficar vendo…
O cidadão desligou na cara, bufando. Menos de um minuto depois, a campainha do telefone é ouvida de novo.
- Olha só, aqui é o cego. E sou eu quem decido o que quero comprar ou não. Dinheiro eu tenho. Você quer vender o carro ou não quer?
- Quero, claro.
- Então vou passar com um amigo amanhã de manhã pra pegar.
- Tá bom. E sei que não é meu problema, mas abre o olho com o seu pai, viu?
- Hã?
- Ops, nada.
Na manhã seguinte, o comprador e o seu colega batem à porta da casa. De fato, o sujeito não enxergava absolutamente nada, mas estava determinado a fechar o negócio. Tateou a lataria da kombi, sentiu o VW da frente, acariciou os faróis, chutou os pneus, alisou os vidros, apalpou os bancos de couro, sentou na posição do motorista, virou o volante para os dois lados, pisou nos pedais, encaixou uma ou duas marchas, girou a chave, apertou a buzina, ligou o rádio e desceu do carro mais do que satisfeito.
- É perfeito!
Guardando no bolso o cheque pelo pagamento, o pai do meu amigo dirigiu-se ao acompanhante do cego.
- É você quem vai dirigir, né?
O cara não falou nada.
- Ei, perguntei se é você quem vai dirigir o carro.
Continuou sem resposta, até o cego intervir.
- Você está perdendo seu tempo, ele é surdo e mudo.
E os dois montaram na kombi verde felizes da vida, levando adiante o destino psicodélico daquele veículo.

16/05/2010

Ronnie James Dio: vocalista morre aos 67 anos


Wendy Dio, esposa e manager de Ronnie James Dio (DIO, HEAVEN & HELL, Black Sabbath, RAINBOW), enviou o seguinte comunicado ao BLABBERMOUTH. NET.

“Hoje meu coração se despedaçou, Ronnie faleceu às 7:45 da manhã de hoje, domingo, 16 de maio de 2010. Muitos, muitos amigos e familiares puderam estar presente para se despedir antes que ele partisse.

Ronnie sabia o quanto todos o amavam.

Agradecemos o amor e apoio que vocês nos deram.

Por favor, nos dêem alguns dias de privacidade para lidarmos com esta terrível perda.

Por favor, saibam que ele amava a todos e sua música viverá para sempre".
Há apenas um mês atrás Dio, 67, falou sobre sua batalha contra o câncer com a Artisan News Service no tapete "negro" do Revolver Golden Gods Awards, em 08 de abril no Club Nokia, no centro de Los Angeles. Quando perguntado sobre como ele estava se sentindo desde que ele foi diagnosticado com a doença no ano passado, Dio disse:

"Bem, eu me sinto bem e mal às vezes. É um processo longo. Quimioterapia é .. eu nem imaginava o quão difícil é essa coisa. É um verdadeiro efeito cumulativo - quanto mais você tem, mais ele se acumula e você leva mais tempo e mais tempo para superar isso. É muito difícil me alimentar. Eu não gosto de comer de qualquer jeito, então eu acho que está OK. Mas eu sei que tenho que fazer. Mas isso é muito, muito difícil. Mas se você está determinado a vencer, então você tem que ir com o que você acredita que vai dar certo para você, e neste caso é isso. Vou para um grande hospital em Houston chamado Anderson MD, que eu acho que é o melhor hospital do mundo. Eu tenho o melhor médico do mundo, Dr. Ajani, em quem eu confio muito e realmente acredito, por isso acho que fiz as coisas certas. Faz-me sentir positivo sobre a minha vida e na certeza que há muito mais do que viver ".

No início deste mês, o HEAVEN & HELL cancelou seus planos de turnê de verão na Europa, devido ao tratamento de Dio para câncer de estômago. A banda afirmou em comunicado que Dio não estava "suficientemente bem para turnê neste verão. Esperamos que todos compreendam e queremos agradecer os fãs e colegas da indústria pelo seu contínuo apoio neste momento."

Ronnie James Dio fez parte do ELF, RAINBOW, Black Sabbath, e DIO, sua própria banda. Outros projetos musicais incluíram o "Hear 'n Aid", um projeto coletivo beneficente. Ele era amplamente reconhecido como um dos cantores mais poderosos do heavy metal, conhecido por sua voz poderosa e consistente e por popularizar o gesto de "chifres do diabo" com a mão na cultura metal.

Mais recentemente, esteve envolvido com o HEAVEN & HELL, um projeto que incluiu também o ex-companheiros do Black Sabbath, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice. O primeiro e único album do grupo, "The Devil You Know", foi lançado em 28 de abril de 2009.

R.I.P. Dio… :-(

Fonte: http://whiplash.net/materias/news_863/107949-dio.html